Após divergência de dados, Bolsonaro e ministros elogiam ‘desempenho’ de Pazuello e garantem sua permanência no cargo

Eduardo Pazuello é ministro interino da Saúde há 25 dias. Ministros gostaram da explicação dele sobre a contabilização de mortes por Covid-19. O presidente Jair Bolsonaro e os principais ministros do governo elogiaram o “desempenho” de Eduardo Pazuello durante a reunião ministerial desta terça-feira (9), e compararam a atuação do interino na Saúde à condução do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta à frente da pasta.
Para o Planalto, Pazuello foi “convincente”, e a expectativa é que ele repita a deputados nesta terça o que o governo avaliou como boa explanação sobre a contabilização de mortes por Covid-19.
O Planalto faz críticas ao trabalho de Mandetta por avaliar que ele era um ministro político. Mandetta, por sua vez, repete que seguiu a técnica e os especialistas de saúde – exatamente o caminho que o Planalto não quis se alinhar.
Nesta terça-feira, Pazuello foi à Câmara para debater a crise do novo coronavírus. A audiência começou no início da tarde. O Planalto esperava, nas palavras de um general, que Pazuello desse um “show” ao falar a parlamentares.
Fontes do governo ouvidas pelo blog cogitaram retomar a operação para convencer o presidente a nomear um médico para assumir o Ministério da Saúde, após a repercussão negativa da confusão com dados divergentes da Covid-19 divulgados pelo ministério.
Mas, hoje, a ideia foi descartada. Após a fala de Pazuello na reunião ministerial, generais do governo garantem que ele segue firme no cargo – e esperam que ele passe no teste na Câmara. Pazuello é ministro interino desde a demissão de Nelson Teich, há 25 dias.

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