Barulhos entre poderes são ‘naturais’, diz Paulo Guedes

Ministro da Economia participou de seminário virtual e disse preferir o ruído da democracia ao silêncio da ditadura. ‘Você não sabe o que está acontecendo hoje na Coreia do norte’, declarou. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (16), durante seminário virtual, que os barulhos entre os poderes da República são naturais, fruto da construção da democracia brasileira.
“Eu vejo de uma forma muito construtiva a democracia brasileira, eu não compartilho desse pessimismo que está aí generalizado. Acho que tem havido uma colaboração bastante grande entre os principais poderes. Os barulhos são naturais porque um pisa no pé do outro de vez em quando. São poderes independentes, aí um vai, expande um pouquinho, o outro reclama e dá um empurrão de volta”, declarou.
Guedes afirmou que prefere o ruído da democracia ao silêncio das ditaduras e complementou que não se sabe, por exemplo, o efeito do novo coronavírus na Coreia do Norte – onde os números de casos da doença não são divulgados.
De acordo com o ministro, o Brasil vive um processo de transição democrática.
“Viemos para a democracia, mas com visão direitista. Estatais para todo os lados, foco e palco de corrupção. Tudo o que aconteceu nos Correios, com escândalo do ‘mensalão’, depois Petrobras, com o ‘petrolão’, com Caixa Econômica Federal, os escândalos foram se espalhando. Corrupção sistêmica. Não acredito que fosse o objetivo de nenhum político. É uma consequência desse sistema dirigista”, declarou.
Segundo o ministro da Economia, é importante desinvestir nas empresas estatais para poder, por exemplo, direcionar mais recursos para o bem estar social, saúde, educação e segurança pública.
“Foram 30 anos de centro esquerda, os mais preocupados com educação. E estamos no último lugar no Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes]. Estamos com estatais demais e dinheiro de menos para professores, crianças. O investimento é muito mais produtivo e eficiente quando é nas primeiras idades”, afirmou o ministro.
Guedes reafirmou ter certeza de que o país vai conseguir atravessar as crises sanitária e econômica.
“No Brasil, está essa confusão toda. Estão usando até cadáveres como plataforma eleitoral. Eu acho que a população não vai aprovar esse comportamento. O que ela espera das lideranças é esse esforço para atravessar as duas ondas, a onda da saúde, estamos ameaçados de afogamento por essa primeira onda, e a segunda onda, a econômica. Tenho certeza que vamos atravessar as duas”, disse.

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