Caoa prevê recuperação do faturamento do setor automobilístico no último trimestre

Mauro Luís Correia, o CEO do grupo Caoa, vê com otimismo a retomada das atividades – depois da paralisação nos últimos três meses devido à pandemia do novo coronavírus – para o mercado automobilístico. Em entrevista ao Jornal da Manhã desta quinta-feira (11), o executivo afirmou: “Acreditamos que até o último trimestre o mercado estará com volume bem superior do que o de agora e muito próximo de antes da pandemia.”

Correia destacou que o setor deve ter uma queda de 35% neste ano, embora a Caoa tenha conseguido reverter parcialmente os números negativos de abril e maio. “Houve queda aproximada de 80% em abril da venda de veículos, conseguimos manter a nossa queda em 50%, foi um ponto bem positivo.”

De acordo com ele, uma mudança significativa, que já havia sendo empregada pela companhia, foi essencial para um tombo menos drástico: “A grande mudança que tivemos nesse período foi a digitalização. Já vínhamos nos preparando para isso, há um ano, implementando vendas por plataformas digitais, isso nos ajudou muito.”

O presidente do grupo reforçou que a recuperação econômica do Brasil passa pelas aprovação de reformas estruturantes: “O Brasil tem uma perspectiva de um PIB negativo de quase 8%, não diferente da Europa, que tem previsão entre 8 e 9% de queda, o mundo inteiro passará por stress de mercado. O País vinha se preparando muito bem com as reformas, passou por uma crise muito forte em 2015 e 2016, e independentemente da pandemia, as reformas estruturantes são extremamente importantes para equilibrar o déficit primário e para uma retomada muito mais forte e robusta e não aos soluços.”

Novos protocolos de saúde

Correia fez questão de contar que, na Caoa, a preocupação com a higiene sempre existiu. “Estamos seguindo todos os protocolos de máscaras, oxigenação, distanciamento, tudo isso está sendo seguido e será algo natural, vamos nos acostumar, países principalmente asiáticos já há quantidade muito grande de pessoas usando máscaras. Isso terá de entrar na nossa cultura do dia a dia.”

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