Empresário alvo de inquérito sobre atos antidemocráticos vai à PF e nega participação em manifestações

Luís Felipe Belmonte está envolvido na criação de um partido político pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. Empresário foi alvo de operação da PF na terça-feira (16). O empresário Luís Felipe Belmonte foi até a superintendência da Polícia Federal em Brasília na manhã desta quinta-feira (18) após ser intimado a depor. Ele foi alvo da Operação Lume, deflagrada na terça-feira (16) pela PF para cumprir mandados judiciais no âmbito do inquérito sobre atos antidemocráticos.
Belmonte é advogado e um dos principais financiadores e organizadores do Aliança, partido que o presidente Jair Bolsonaro pretende criar. O empresário o primeiro suplente do senador Izalci Lucas (PSDB-DF) e também é dono de um time de futebol em Brasília.
A ação da última terça-feira buscou cumprir 26 mandados de busca e apreensão contra 21 pessoas em cinco estados (SP, RJ, MG, SC, MA) e no Distrito Federal (veja no vídeo abaixo). Belmonte foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido na terça e disse ter tido telefones e computador apreendidos pela polícia.
Apoiadores de Bolsonaro são alvos de operação da PF que investiga atos antidemocráticos
Como foi intimado, Belmonte compareceu à PF. Porém, disse ter optado por ficar em silêncio no depoimento. “Ficou acertado que eu só me pronunciarei depois de saber do que que eu sou acusado ou suspeito”, disse.
Entenda inquérito do STF sobre manifestações antidemocráticas
Segundo os investigadores, a Operação Lume buscou levantar provas sobre a organização dos atos e sobre quem os financia. Os atos atacaram e ameaçaram instituições como o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), o que é inconstitucional. Há a suspeita de que os investigados agiram com apoio e articulação de políticos.
De acordo com a PGR, todos os investigados são suspeitos de usarem a internet e as redes sociais para disseminar mensagens contra a democracia, de incentivo à desobediência e contra o ordem pública.
Nesta quinta, ao deixar a PF, Belmonte negou ter participação nos atos antidemocráticos, disse estar sereno e que não deve ou teme nada.
“Eu, graças a Deus, quem tem a vida limpa não consegue saber de que que imaginam que a gente possa ter alguma responsabilidade. Então, eu preciso ao menos saber, a delegada concordou, nós vamos ter acesso pra saber o que está sendo falado e meus advogados estão acompanhando”, afirmou.

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