Guedes pede reformas e diz que, ‘se não lutarmos’, recessão pode ‘se transformar em depressão’

Ministro falou sobre retomada após a pandemia do coronavírus, que reduziu nível da atividade econômica. Crise aumentou desemprego e derrubou renda da população. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (17), em videoconferência pela internet, que a economia brasileira está em recessão e que o cenário “pode se transformar em depressão”, se não forem adotadas medidas adequadas.
“Paralisamos parcialmente a nossa economia, e provocamos, nos autoinfligimos, uma recessão. Que pode se transformar em depressão se não lutarmos adequadamente”, disse.
As declarações do ministro acontecem em meio à pandemia do coronavírus, que tem reduzido fortemente o nível de atividade, com aumento grande do desemprego e queda da renda da população em todo o mundo.
A recessão técnica se caracteriza por um período de queda do Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres seguidos, com aumento do desemprego e queda da renda.
Já a depressão é um estado mais grave da recessão, ou seja, um longo período de desemprego, falências de empresas e níveis reduzidos de produção e investimentos.
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Para o ministro da Economia, é preciso levar adiante as reformas macroeconômicas para evitar uma piora maior do cenário.
“Nos próximos 60, 90 dias, iremos acelerar as reformas. Com a ajuda da nova geração de políticos que está chegando, iremos continuar reformando o país em uma direção liberal. Passaremos pela segunda grande onda, que é a angústia econômica causada pela doença”, declarou.
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Reformas pendentes
Depois da aprovação da reforma da Previdência, no ano passado, o governo encaminhou ao Legislativo, mas ainda não conseguiu aprovar, as propostas de emenda constitucionais do pacto federativo – com a liberação de recursos aos estados e redução de jornada e salários de servidores.
A área econômica também pretendia enviar as propostas de reforma administrativa e tributária. Os textos ainda não chegaram ao Congresso.
“Iremos passar pela primeira grande onda, que é a doença em si. É uma doença terrível. Por isso a cooperação, fraternidade, e tudo o que falamos é muito importante para a espécie humana. Tivemos erros intelectuais, mas não devemos lutar sobre eles. Devemos discutir sobre eles”, disse o ministro da Economia.
Paulo Guedes afirmou que nos últimos 90 dias, desde meados de março, o governo lançou medidas ambiciosas de auxílio a vulneráveis e idosos. Segundo ele, o Brasil gastou mais do que o dobro dos países emergentes no combate à crise do novo coronavírus.
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