Integrantes do Exército temem desgaste da instituição com polêmica na divulgação de números da pandemia

Maquiagem dos números da covid-19 gerou insatisfação em setores do Exército
Integrantes da ativa das Forças Armadas já temem o desgaste do Exército diante da repercussão internacional com a polêmica em torno da mudança na divulgação de números da pandemia de coronavírus no Brasil. O fato de essa mudança ser coordenada pelo general Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde – e pelo grupo de 25 militares que estão na pasta – preocupa especialmente generais da ativa.
Há o reconhecimento interno de que o general Pazuello está cumprindo determinações do próprio presidente Jair Bolsonaro ao insistir com mudanças na divulgação do número de óbitos de covid-19 no país. Mas a reação negativa de todos os setores científicos no país e no exterior, atingindo a credibilidade dos números oficiais do país, tem potencial para causar danos na imagem do próprio Exército.
Setores do Exército eram contra a efetivação de Pazuello como ministro interino da Saúde, porque temiam que o ônus da pandemia – com o crescimento dos casos e mortes – ficasse com a Força.
Diante da polêmica criada com a falta de transparência nos últimos dias, o ministro interino da Saúde teve que modelar o discurso.
Depois de insistir que uma nova plataforma lançaria o número de mortes de acordo com a data do óbito, Pazuello disse na terça-feira (10) que a mudança na divulgação de mortes por coronavírus pela data em que ocorreram, em vez de quando foram notificadas, é apenas uma “proposta” para ser lançada dentro de uma plataforma nova do governo.
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