Maia diz que operação da PF contra Witzel vazou ou Carla Zambelli tem ‘bola de cristal’

Presidente da Câmara disse ser ‘natural’ a polícia informar o presidente da República sobre eventuais operações que mirem governadores, mas condenou o suposto vazamento. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta quarta-feira (10) que a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) pode ter recebido informações antecipadas sobre a operação da Polícia Federal que atingiu o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), em maio.
Maia afirmou que, ou houve vazamento da operação, ou a parlamentar tem uma “bola de cristal”.
Em 25 de maio, um dia antes da ação da PF ser deflagrada, Zambelli concedeu entrevista à Rádio Gaúcha e disse que governadores seriam alvo de operações da Polícia Federal para investigar desvios na área de saúde.
No dia seguinte, 26 de maio, a polícia deflagrou a Operação Placebo e cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do governo do Rio. Witzel é crítico do governo do presidente Jair Bolsonaro.
Na entrevista, Zambelli, uma das principais aliadas de Bolsonaro, falava sobre a saída do ex-ministro da Justiça Sergio Moro do governo. Ela disse que, agora, a PF começaria a fazer algumas operações. A deputada mostrou ter conhecimento de investigações da PF relativas a governadores.
Nesta quarta (10), em entrevista à mesma Rádio Gaúcha, Maia foi questionado sobre os vazamentos e uma suposta interferência na PF. Ele disse ser “natural” a polícia informar o presidente da República sobre eventuais operações que mirem governadores, mas condenou eventual vazamento de informações à deputada.
“Acho que é natural que uma operação que envolva um governador o Presidente da República receba a informação não do conteúdo, mas do que pode acontecer. Certamente entre o Diretor da PF, o ministro, o Presidente, alguém vazou a informação para deputada”, declarou. “Claro que não é o correto”, completou.
Questionado sobre se acredita que, de fato, houve, vazamento, Maia respondeu: “Se não houve ela tem bola de cristal. Uma coisa ou outra. Vamos ver”, declarou.
O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pediu ao Ministério Público Federal (MPF) a apuração sobre o suposto vazamento da operação.
​Segundo o ministro, se o vazamento for confirmado, será necessário responsabilizar penalmente o autor da conduta ilícita, como forma de não prejudicar a integridade das instituições.
Na condição de relator do caso, o ministro do STJ é o responsável por atender o pedido do Ministério Público e autorizar a deflagração da operação que foi realizada no Rio.
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